23 de maio de 2016

Para que serve uma lavandaria?

Ontem fui levar os meus casacos de inverno para limpar.
Um é um casaco comprido, o outro é curto.
Como são ambos pretos, e como há umas bichinhas fofas cá em casa, e como é natural com a roupa preta, mesmo sem bichinhos fofos em casa, tinham pelos...

Diz-me então a menina da lavandaria 5 à sec:
"Quer que faça um tratamento para tirar os pelos?"
Fiquei assim meia aparvalhada com a pergunta e tentei saber se era um daqueles tratamentos que às vezes fazem para, por exemplo, impermeabilizar (que não faço porque já sei que não resulta).

E disse que não, que queria apenas que os casacos fossem limpos.
Ao que ela me respondeu que, sendo assim não garantia que os pelos saíssem.
"Mas eu quero os casacos limpos, e limpá-los implica também tirar os pelos, ou não?"
E ela respondeu que não!
Limpar é uma coisa, tirar os pelos é "outro serviço".

Feita parva, paguei 16,20€ e deixei lá ficar os casacos.
Depois arrependi-me, devia ter dito que sendo assim não queria, iria a outro lado onde me limpassem os casacos, pelos incluídos.
(A mim acontece só ter estas ideias brilhantes depois da asneira feita...)

Mas, quando os for levantar vou levar uma lupa e faço um pé de vento se vir por lá algum pelinho.
Ah, e nunca mais lá ponho os pés!



4 de maio de 2016

O dinheiro não compra o bom gosto

Às vezes tenho um sonho (ou melhor, um pesadelo) em que me esqueço de vestir a parte de baixo e vou para o trabalho nestes preparos:


 (felizmente nunca me aconteceu, como aconteceu à pobre Lady Gaga...)

Já a Madonna (não tenho a certeza se é mesmo ela ou uma tipa vagamente parecida com ela), deve estar ainda em fase de amamentação...


Se o mau gosto pagasse imposto, bastava elas virem para cá viver uns dias e acabavam com o nosso défice.

4 de abril de 2016

Rapidinha de segunda

Conversa da polícia, na rádio:

"Senhor sargento, chegámos ao local do crime"
"Ok, passe o relatório"
"Uma mulher matou o marido: 37 facadas, 3 balas a ainda ateou fogo ao corpo"
"Xiça! E qual foi o motivo do crime?"
"Ele pisou onde ela tinha acabado de passar a esfregona"
"E já capturaram a agressora?"
"Não, meu sargento. Estamos à espera que o chão acabe de secar!"

29 de março de 2016

Rapidinha de segunda

Era já de madrugada e o telefone da mulher toca.
O marido atende e, após uns segundos, diz:
– Como quer que eu saiba? Se quer saber isso telefone para a Marinha!
Deitada ao seu lado, pergunta a mulher:
 – Quem era amor?
Responde o marido:
– Sei lá! Era um tipo a perguntar se a costa estava livre…

28 de março de 2016

Não querendo, de maneira nenhuma,


apoucar o sofrimento (inimaginável) dos familiares dos que morreram no trágico acidente que aconteceu em França e que vitimou 12 portugueses, pergunto-me:

Qual é a responsabilidade do governo português nesse acidente?
Nenhuma, é claro.
Então, por que motivo os familiares dos mortos acham que é o governo português o responsável pela trasladação dos corpos?
(E o governo até se prontificou a transportar os corpos num avião da força aérea, embora em condições que não interessaram aos familiares das vítimas, tendo por isso rejeitado esta ajuda).


28 de fevereiro de 2016

Uma fotografia por domingo (363)


Quando chegámos para almoçar, a maior parte da neve já tinha derretido...
Mesmo assim, as paisagens estavam giras, pintalgadas de branco.

24 de fevereiro de 2016

Viagem ao fim do coração


Viagem ao fim do coração
Ana Casaca
Guerra e Paz



Este livro narra a história de Luísa, Tiago e Pedro, narrada por cada um na primeira pessoa.
Luísa e Pedro são irmãos.
A mãe abandonou-os quando Luísa tinha 9 anos e Pedro era um recém-nascido, aos "cuidados" de um pai alcoólico e violento.
O amor e a compreensão entre estes irmãos, para quem a vida nunca sorriu, é linda e comovente.

Um dia, quando tinha 14 anos, Luísa conheceu Tiago. Foi um encontro marcante, embora tivesse durado apenas um único dia.
Reencontrar-se-ão dezasseis anos depois, exatamente na altura em que Luísa descobre que tem cancro...


Li num instante este livro de uma ainda jovem autora - Ana Casaca - que nem sequer conhecia (embora posteriormente ficasse a saber que tem mais livros editados).
É um livro duro de ler, ainda para mais sabendo-se que a autora se inspirou numa história verídica (narrada neste blog).
Ninguém poderá ficar indiferente ao ler este livro.


15 de fevereiro de 2016

Rapidinha de segunda

À noite, enquanto o marido lia o jornal, a esposa comentou:
- Os nossos vizinhos, o casal que mora ali em frente, parecem dois namorados. Ele, sempre que regressa a casa, tenho reparado, traz um presente e, de manhã, ao sair, dá-lhe sempre vários beijos.
Por que não fazes o mesmo?

 - Oh, querida, mas eu nem sequer conheço a mulher!

10 de fevereiro de 2016

O homem de Constantinopla e Um milionário em Lisboa



Título: O homem de Constantinopla e Um milionário em Lisboa
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva

Gosto dos livros do José Rodrigues dos Santos, principalmente dos romances históricos.
Gostei especialmente destes dois, que contam a vida (romanceada) do arménio Calouste Gulbenkian.
Talvez para não ferir suscetibilidades, JRS mudou os nomes às principais personagens, mulher e filho incluídos.
Pelo que pesquisei, o verdadeiro Gulbenkian teve dois filhos (Nubar Sarkis e Rita Sirvarte), embora no livro exista um único filho, chamado  Krikor.
É, no entanto, na história desse filho fictício que o livro tem a parte mais impressionante e a de que mais gostei: o êxodo e massacre do povo arménio.

De resto, o Gulbenkian retratado nestes livros não era flor que se cheirasse: tinha uma data de taras e manias, como ter sempre à sua disposição uma menina bastante nova (que era "trocada" com regularidade). Era autoritário e completamente hipocondríaco, preferia viver em quartos de hotel do que na sua própria casa...

Veio viver para Lisboa (mais uma vez para um hotel) para fugir à 2.ª guerra mundial e, aquilo que era apenas temporário passou a definitivo e ele nunca mais de cá saiu.
Graças a esse acaso, temos no nosso país a formidável Fundação Gulbenkian.



Estrelas: 4 * * * *

8 de fevereiro de 2016